Religião como política: moralidades, ativismos e laicidades
Em 2026, iniciamos o projeto temático “Religião como política: moralidades, ativismos e laicidades” pela FAPESP sob a coordenação do Ronaldo de Almeida (UNICAMP) e tendo como pesquisadores principais: Luciana Tatagiba (UNICAMP); Carlos Steil (UNICAMP); e Maria José Rosado (PUC-SP).
Conheça o resumo de nosso projeto:
Esse Projeto Temático pretende investigar as transformações e conflitos políticos-religiosos no Brasil contemporâneo, tendo como comparação e interlocução teórica e empírica pesquisas no continente americano em torno de quatro linhas que orientarão de forma integrada os pesquisadores:
1) a conjuntura da última década no Brasil que tem potencializado a hegemonia da direita religiosa em termos neoconservadores e sob uma lógica populista;
2) o caráter transnacional e nacionalista deste processo político-religioso como parte de uma reação sistêmica às democracias liberais;
3) as transformações do ativismo religioso (conservador e progressista) e seus impactos sobre as relações entre Estado e sociedade;
4) e, por fim, como as forças antagônicas e multivetoriais interpelam de diferentes formas o equacionamento entre pluralismo, laicidade e democracia liberal.
A embocadura do Projeto não é propriamente “religião e política”, mas “religião como política”. Mais do que a forma religiosa da política que separa forma e conteúdo, ou mais do que religião entrando na política como se nunca tivesse estado nela, fazer religião tem sido fazer política, embora não seja somente isso que esteja sendo feito. Apreendemos a religião como um dispositivo ativado pela dinâmica política, a saber: como arena de conflitos; como práticas e relações de poder que sustentam os símbolos políticos; como orientadora da moralidade pública, o que gera tensões interpessoais; como força mobilizadora e indutora da ação política; como interesses materiais e corporativos disputados no âmbito do Estado; entre outras dimensões. Nossa hipótese de fundo é que a religião é um potência induzida e indutora de dinâmicas políticas e culturais que variam em intensidades, escalas e intersecções. Como a magia, ela é produtora de realidades ao mobilizar afetos e projetar expectativas futuras por meio da imaginação política, o que faz dela uma questão pública incontornável no país.
Conheça os integrantes do projeto:
Nosso projeto conta com os seguintes pesquisadores associados: André Kaysel Velasco e Cruz, Brenda Maribel Carranza Dávila, Clayton da Silva Guerreiro, Cleonardo Gil de Barros Mauricio Junior, Flavia Biroli, Joanildo Burity, Joice Melo Vieira, Leonardo Vasconcelos Moreira, Marcelo Ayres Camurça, Olivia Bandeira Carvalho, Rebecca Abers, e Vinicius Spira.
Além desses, integram igualmente a equipe os seguintes discentes: Adriel Ferreira, Ana Paula Graciano, Bianca Velloso, Brenda Brossi, Cássia Furtado, Giovanna Colussi, Giovanna Paccillo, Isabelle dos Santos, Jeferson Batista, Joallan Rocha, Lucas Baccetto, Maria Luísa Damasceno, Renan Dantas, Otávio Neves.
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